SEDIMENTO

segunda-feira, abril 12, 2010 Edit This 0 Comments »
Sedimento é um material rochoso de ocorrência natural que resulta dos processos de erosão e meteorização das rochas, e é transportado subsequentemente pela acção de fluidos tais como vento, água, ou gelo, e/ou pela força de gravidade que age sobre a prórpia partícula.
Os sedimentos são transportados muitas vezes por água (processos fluviais), vento (processos eólicos) e glaciares. As areias de praia e os depósitos de canal de rio são exemplos de transporte e deposião fluvial, embora o sedimento também saia muitas vezes da água em movimento lento ou estagnada nos lagos e oceanos. As dunas das areias desérticas e os loess são exemplos de transporte e deposição eólica. Os depósitos de moreias glaciais e till são sedimentos transportados por gelo. 


Classificação dos sedimentos
Sedimentos podem ser classificados com base no tamanho de grão e / ou sua composição.

Escala de φ
Intervalo de tamanho (m)
Classe dos agregados
Outros nomes
<-8
> 256 mm
Pedregulho (boulder) 

-6 à -8
64–256 mm
Bloco (cobble)
-5 à -6
32–64 mm
Cascalho (gravel) muito grosseiro
Calhau ou seixo (pebble)
-4 à -5
16–32 mm
Cascalho (gravel)grosseiro
Calhau ou seixo (pebble)
-3 à -4
8–16 mm
cascalho (gravel) médio
Calhau ou seixo (pebble)
-2 à  -3
4–8 mm
Cascalho (gravel) fino
Calhau ou seixo (pebble)
-1 à -2
2–4 mm
Cascalho (gravel) muito fino
Calhau ou seixo (pebble)
0 à -1
1–2 mm
Areia muito grosseira

0 à 1
0.5–1 mm
Areia grosseira
1 à 2
125–250 µm
Areia média
2 à 3
125–250 µm
Areia fina
3 à 4
62.5–125 µm
Areia muito fina
4 à 8
3.9–62.5 µm
Silte
Lama (mud)
> 8-10
< 3.9 µm
Argila
Lama (mud)
> 10
< 1 µm
Colóide
Lama (mud)



Composição
Composição dos sedimentos pode ser medida em termos de:

    * Litologia da rocha-mãe

    * Composição mineral
    * Composição química.


Fluvial Processos: Rios, ccursos de água e escoamento superficial
Movimento de Partículas


Rios ecursos de água transportam sedimentos em seus fluxos. Este sedimento pode estar em uma variedade de locais dentro do fluxo, em função do equilíbrio entre a velocidade para cima (arrasto e levantamento das forças) sobre a partícula, e a velocidade de sedimentação da partícula. Essas relações são dadas na tabela a seguir para o número Rouse, que é uma relação de velocidade de queda do sedimento e velocidade para cima.

 
Modo de Transporte
Número de Rouse
Carga do Leito (bed load)
>2.5
Carga Suspensa em 50%
>1.2, <2.5
Carga Suspensa em 50%
>0.8, <1.2
Carga de Lavagem (wash load)
<0.8


Se a velocidade para cima iguala aproximadamente à velocidade de sedimentação, os sedimentos serão transportados a jusante como carga totalmente suspensas. Se a velocidade para cima é muito menor que a velocidade de sedimentação, mas ainda alto o suficiente para mover os sedimentos, ele irá se mover ao longo do leito, comocarga de leito por rolamento, deslizamento e saltação. Se a velocidade para cima é maior que a velocidade de sedimentação, os sedimentos serão transportados no fluxo como carga de lavagem.


 Formas de leito fluvial

(ver o artigo principal)
O movimento de sedimentos pode criar estruturas auto-organizadas como ondulações (ripples), as dunas, antidunas no rio ou leito de curso de água. Estas formas de leito são frequentemente preservadas em rochas sedimentares e podem ser usadas para estimar a direcção e magnitude do fluxo que depositaram o sedimento.



Escoamento superficial

O escoamento superficial pode corroer as partículas do solo e transportá-las declive abaixo. A erosão associada com escoamento superficial pode ocorrer através de métodos diferentes, dependendo das condições meteorológicas e de fluxo.

    
Ambientes deposicionais fluviais chaves

Os grandes ambientes deposicionais fluviais (rio e curso de água) de sedimentos incluem:

   
1. Deltas
   
2. Ponto de barras (point bars)
   
3. Leques aluviais
   
4. Rios entrelaçados (braided rivers)
   5. lagos Oxbow
   
6. Levees
   7. Cachoeiras
(waterfalls)




Processos eólicos
(Ver artigo principal: processos eólicos)
Vento resulta no transporte de sedimento fino e a formação de campos de dunas de areia e solos de poeira.



Processos Glaciais
As Geleiras (os glaciares) transportam uma ampla gama de tamanhos de sedimentos, e deposita-a em moreias.


Costas (Shores) e Mares Rasos ou Pouco Profundos

Mares, oceanos e lagos, acumulam sedimentos ao longo do tempo. O sedimento pode consistir de material terrígeno, que origina-se na terra, mas pode ser depositado em ambientes terrestres, marinhos ou lacustre (lago), ou de sedimentos (geralmente biológicos) originárias da massa de água. O material terrígeno é muitas vezes fornecido pelos rios e cursoa de água próximos ou sedimento marinho (areia, por exemplo) reformulado (retrabalhado). No meio do oceano, os organismos vivos são os principais responsáveis pela acumulação de sedimentos, as suas conchas a descer para o fundo do oceano após a morte.

Os sedimentos depositados são fontes de rochas sedimentares, que podem conter fósseis dos habitantes do corpo de água que foram, após a morte, cobertos por acumulação de sedimentos. Os sedimentos do leito do lago que não foram solidificados em rocha podem ser usados para determinar as condições climáticas do passado.


Ambientes deposicionais marinhos chaves
As principais áreas de deposição de sedimentos em meio marinho são:

   1. As areias litorais (por exemplo, as areias da praia, as areias do escoamento do rio, barras costeiros e covas, em grande parte clásticos com pouco conteúdo da fauna)
   
2. A plataforma continental (argila siltosa, aumentando o conteúdo da fauna marinha).
   
3. A margem de plataforma (baixo fornecimento terrígeno, principalmente os esqueletos calcários de fauna)
   
4. O declive da plataforma (siltes e argilas de grãos muito mais finos)
   
5. Leitos de estuários com os depósitos resultantes chamados de “lama de baía”.

Um outro ambiente deposicional que é uma mistura de fluvial e marinho é o sistema de turbiditos, que é uma fonte maior de sedimento para as bacias sedimentares e abissais profundas, bem como as valas (ou trincheiras) oceânicas profundas.

Qualquer depressão num ambiente marinho onde os sedimentos acumulam-se ao longo do tempo é conhecido como uma armadilha de sedimentos.



Fonte:
http://en.wikipedia.org/wiki/Sediment
http://en.wikipedia.org/wiki/Sediment#Classification 

CICLO LITOLÓGICO OU PETROGÉNICO

segunda-feira, abril 12, 2010 Edit This 0 Comments »
As rochas expostas na superfície da terra podem sofrer  meteorização e erosão. As partículas de rochas que resultam dos dois processos supracitados podem ser transportados até longas distâncias e serem depositados como sedimentos nos oceanos ou nos continentes. Esses sedimentos, por acção de compressão, são transformados em rochas sedimentares no interior na terra. À esse fenómeno dá-se o nome de litificação ou diagénese. As rochas sedimentares já formadas podem sofrer o soerguimento (o mesmo que levantamento) expondo-se na superfície aos processos de meterorização e erosão, ou podem sofrer o reajuste mineralógico e/ou químico e textural devido ao aumento da temperatura e pressão transformado-se em outras rochas-rochas metamórficas. Esse processo designa-se metamorfismo. À semelhança do que acontece nas rochas sedimentares, as rochas metamórficas também podem ser levantadas até ã superfície da terra para voltarem a sofrer ã meteorização e erosão. Mas por causa do calor originado por decaimento radioactivo de minerais radioactivos tais como, por exemplo, urânio e tório, as rochas metamórficas são fundidas no interior da terra. O material fundido, magma, pode cristalizar-se no interior da terra formando rochas magmáticas intrusivas (também designadas rochas ígneas intrusivas ou plutónicas intrusivas) ou pode solidificar na superfície da terra formando rochas magmáticas vulcânicas (também designadas rochas ígneas extrusivas). As rochas magmáticas podem sofrer metamorfismo transformando-se em rochas metamórficas ou podem sofrer o levantamento até a superfície para sofrerem os processos de meteorização e erosão. Deste modo, complete o ciclo litológico ou petrogénico (o mesmo que ciclo das rochas).





Fonte da imagem:
http://e-porteflio.blogspot.com/2009/02/rochas-sedimentares-minerais.html

DIACLASES

segunda-feira, abril 12, 2010 Edit This 0 Comments »
A palavra diaclase deriva do greo dia (em dois) e klasis (fractura ou ruptura). Num sentido mais lato da palavra, entende-se por diaclases fracturas que dividem as rochas em dois blocos e em relação às quais não se produziu deslocamento ou o deslocamento foi mínimo. Todas as rochas desde a sua formação estiveram submetidas a esforços de compressão, tracção e torsão que deram origem a um conjunto de fracturas designadas por diaclases. Desenvolvem-se sobretudo nas rochas duras, intersectando-se em diversas direcções sendo algumas principais e originando uma rede de fracturas que facilita a sua separação em blocos e, portanto, a sua desagregação. Nas rochas magmáticas é muitas vezes difícil distinguir as juntas (devidas ao arrefecimento) das diaclases (devidas a torsões). Nestes casos, utilizam-se, indistintamente, os termos diaclase ou junta. Não devem ser confundidas com falhas e/ou farcturas.


Referência:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diaclase 

METEORIZAÇÃO

segunda-feira, abril 12, 2010 Edit This 0 Comments »
O termo meteorização é o processo natural através ao qual as rochas e os solos e seus constituintes sofrem a decomposição química e/ou desintegração física por acção dos efeitos químicos, físicos e biológicos que resultam da sua exposição ao factores ambientais (neles se incluindo os factores antropogénicos, isto é devido directa ou indirectamente à acção humana).
Por outras palavras, a meteorização é o fenómeno natural a que estão sujeitos todos os materiais geológicos quando expostos à acção combinada da atmosfera, hidrosfera,biosfera e antroposfera, ocorrendo de forma permanente e generalizada em toda a superfície terrestre, não devendo contudo ser confundida com os efeitos da erosão, embora tenha frequentemente com eles uma relação estreita de causa e efeito.
A meteorização  pode assumir três (3) aspectos:
  • Meteorização química;
  • Meteorização física; e
  • Meteorização biológica.

Meteorização química
A meteorização química, também designada alteração química, ocorre quando minerais numa rocha são alterados ou dissolvidos quimicamente.
As reacções mais típicas da meteorização química são as seguintes:
  1. Oxidação
  2. Carbonatação
  3. Hidrólise
  4. Hidratação

Ela implica transformações químicas dos minerais que compõem a rocha. O principal agente da meteorização química é a água. Os feldspatos e micas são transformados em argilas e solos. A principal argila formada é o caulino, que é branco quando puro, o que o acontece muito raramente. A cor vermelha do solo deve-se aos óxidos de Ferro e Manganês liberados pela alteração da biotite e outros minerais que possuem estes elementos químicos em sua fórmula.
Na superfície, o solo é mais rico em argila e matéria orgânica. À medida que se aprofunda, aumenta o número de cristais de feldspato, os quais já encontram-se em processo de desagregação e de alteração química.

Consequências da meteorização química
  • Completa modificação das propriedades físicas e químicas das rochas
  • Aumento no volume dos minerais formados secundariamente, se comparados com os minerais primários / fonts
  • Formação de solos

 

Meteorização física

A meteorização física, também designada meteorização ou alteração mecânica, ocorre quando a rocha sólida é fragmentada através de  processos físicos, mas não alteram a sua composição química. A meteorização química e ã meteorização física auxiliam-se mutuamente, reforçando-se uma à outra. Quanto mais rápido for o decaimento, maior tornar-se-á o enfraquecimento dos fragmentos e mais susceptível a rocha é de se quebrar; quanto menores forem os fragmentos, maior a superfície disponível para o ataque químico e mais rápido torna-se-á o decaimento.
Depois de a tectónica e o vulcanismo terem formado montanhas, a alteração química e mecânica abrem fendas– diaclases – nas mesmas através da chuva, do vento, gelo, da neve e da gravidade de modo a aplanar a paisagem. É este o percurso da erosão, definida como o conjunto de processos de aplanação da crusta terrestre através dos agentes da geodinâmica externa envolvendo meteorização do material já existente, transporte e deposição do mesmo noutro local, contribuindo para a modificação das formas criadas pelos agentes de geodinâmica interna. Ao fazer isto, a erosão está continuamente a pôr a descoberto mais material rochoso que fica pronto para ser alterado, ao mesmo tempo que novas rochas surgem nas bacias de sedimentação.
A meteorização e a erosão não só estão intrinsecamente ligadas como também são os principais processos do ciclo litológico. Juntamente com a tectónica e o vulcanismo, os outros elementos do ciclo litológico, a meteorização e erosão modificam a forma da superfície terrestre e alteram o material rochoso, convertendo todos os tipos de rochas em sedimentos, formando solos. Em algumas circunstâncias, a meteorização e a erosão são inseparáveis. Quando uma rocha tal como o calcário puro ou o sal–gema meteoriza através de dissolução na água pluvial, por exemplo, todo o material é completamente dissolvido e transportado pela água sob a forma de iões em solução. O material dissolvido durante a meteorização química contribui significativamente para o total de material dissolvido nos oceanos.


Principais agentes da meteorização física:
·   Variação de temperatura: Com o aumento da temperatura,os minerais sofrem dilatação, desenvolvendo pressões internas que desagregam os minerais e desenvolvem microfraturas, por onde penetrarão a água, sais e raízes vegetais.
·         Cristalização de sais: O sal trazido pela maresia, se cristaliza nas fraturas, desenvolvendo pressões que ampliam efeito desagregador.
·         Congelamento, e
·     Actividades biológicas ou biomecânicas (dos seres vivos): As raízes de árvores podem trabalhar como agentes meteóricos. Elas actuam como força motriz para abrir canais para que outros agentes meteóricos actuem nas rochas e minerais. Há também a "escavaçao" por insectos em rochas mais fracas.

Consequências da meteorização física
·         Redução da granulometria dos minerais
·         Contínuo aumento da superfície específica
·         Sem modificação na composição química
·         Formação de solo


Meteorização biológica
A meteorização biológica é causada pelas bactérias, produzindo a decomposição biótica de materiais orgânicos. Este tipo de mateorização produz solos mais férteis do mundo.




 Referência:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Meteoriza%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Intemperismo#Intemperismo_f.C3.ADsico_ou_mec.C3.A2nico 

EROSÃO EÓLICA

segunda-feira, abril 12, 2010 Edit This 0 Comments »
Erosão eólica é um tipo de erosão pelo vento com a retirada superficial de fragmentos mais finos.
A diminuição da velocidade do vento ou deflacção ocorre frequentemente em regiões de campos de dunas com a retirada preferencial de material superficial mais fino (areia, silte), permanecendo, muitas vezes, uma camada de pedregulhos e seixos atapetando a superfície erodida.
Pode ocorrer forte erosão associada à deflacção, esculpindo nas rochas formas ruiniformes e outras feições típicas de deserto|regiões desérticas e outras assoladas por fortes ventos.
Em locais de forte e constante deflação podem se formar zonas rebaixadas, em meio a regiões desérticas, e que com as escassas chuvas formam lagos rasos (playa), secos na maior parte do tempo; lama endurecida ou camadas de sal atapetam, muitas vezes essas playas.

Aerosão eólica pode ocorrer por processos de: 

Corrosão: Processo de desgaste físico das rochas através, principalmente, do impacto e/ou atrito de partículas transportadas pelo vento (eólica), pela água (fluvial, de marés, correntes) ou pelo gelo (de geleira).
Abrasão: Processo erosivo ou de desgaste de rochas pelo impacto e/ou atrito/fricção de partículas ou fragmentos carregados por correntes eólicas, glaciais, fluviais, marinhas, de turbidez, pelo vai e vem de ondas.
Eólico: Processo, depósito sedimentar ou feição/estrutura que tem o vento como agente geológico.
Exemplos: dunas em desertos ou praias são depósitos eólicos; corrasão é o processo de desgaste e deflação é o de erosão eólicas.
Deflacção: Erosão pelo vento com a retirada superficial de fragmentos mais finos (areia e silte) permanecendo muitas vezes camadas de pedregulhos e seixos atapetando ã superfície erodida.
Pode ocorrer forte corrosão associada à deflacção, esculpindo nas rochas formas ruiniformes e outras feições típicas de regiões desérticas e outras assoladas por fortes ventos.
Em locais de forte e constante deflacção podem se formar zonas rebaixadas, em meio a regiões desérticas, e que com as escassas chuvas formam lagos rasos (playa termo espanhol), secos na maior parte do tempo; lama endurecida ou camadas de sal atapetam, muitas vezes essas playas.


Referência:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eros%C3%A3o_e%C3%B3lica 

EROSÃO

segunda-feira, abril 12, 2010 Edit This 0 Comments »
 Erosão é a destruição do solo e das rochas e seu transporte em geral é feito pela água da chuva, pelo vento ou, ainda, pela acção do gelo, quando este actua expandindo o material no qual se infiltra a água congelada. A erosão destrói as estruturas (areias, argilas, óxidos e húmus) que compõem o solo. Estas são transportados para as partes mais baixas dos relevos e em geral vão assorear cursos de água.
Em solos cobertos por floresta a erosão é muito pequena e quase inexistente, mas é um processo natural sempre presente e importante para a formação dos relevos. O problema ocorre quando o homem destrói as florestas, para uso agrícola e deixa o solo exposto, porque a erosão torna-se severa, e pode levar a desertificação.

A superfície da Terra como a conhecemos é formada tanto por processos geológicos que formam as rochas, como por processos naturais da degradação e também de erosão. Uma vez que a rocha é quebrada por causa da degradação, os pequenos pedaços podem ser movidos pela água, gelo, vento, ou gravidade. Tudo o que acontece para fazer com que as rochas sejam transportadas chama-se erosão.

Agentes da erosão
A superfície do solo, não castigado, é naturalmente coberta por uma camada de terra rica em nutrientes inorgânicos e materiais orgânicos que permitem o crescimento da vegetação; se essa camada é retirada, esses materiais desaparecem e o solo perde a propriedade de fazer crescer vegetação e pode-se dizer que, no caso, o terreno ficou árido ou que houve uma desertificação.
Águas da chuva: na superfície do terreno e no subsolo, as águas correntes são as principais causas da erosão.
A erosão depende fundamentalmente da chuva, da infiltração da água, da topografia (declive mais acentuado ou não), do tipo de solo e da quantidade de vegetação existente. A chuva é, sem dúvida, a principal causa para que ocorra a erosão e é evidente que quanto maior a sua quantidade e frequência, mais irá influenciar o fenómeno. Se o terreno tem pouco declive, a água da chuva irá "correr" menos e erodir menos.
Se o terreno tem muita vegetação, o impacto da chuva será atenuado porque a velocidade da água escorrendo no solo será diminuída devido aos obstáculos (a própria vegetação "em pé e caída") que agirão como pequenos degraus que evitam a erosão.
A erosão será diminuída também com as raízes das plantas que dão sustentação mecânica ao solo; além disso, as raízes mortas propiciarão ã existência de canais para dentro do solo onde a água pode penetrar e com isso, sobrará menos água para correr na superfície.
Se o solo é arenoso, o arrastamento será maior do que se ele fosse argiloso .
Vento; e
Gelo.

Fatores que contribuem
  • o desmatamento (desflorestação) desprotege o solo da chuva.
  • o avanço imobiliário em encostas que, além de desflorestar, provoca a erosão acelerada devido ao declive do terreno.
  • as técnicas agrícolas inadequadas, quando se promovem desflorestações extensivas para dar lugar a áreas plantadas.
  • a ocupação do solo, impedindo grandes áreas de terrenos de cumprirem o seu papel de absorvedor de águas e aumentando, com isso, a potencialidade do transporte de materiais, devido ao escoamento superficial.

Tipos de Erosão
Erosão por Gravidade
Consiste no movimento de rochas e sedimentos montanha abaixo principalmente devido à força da gravidade.

 

Erosão Pluvial

A erosão pluvial é provocada pela retirada de material da parte superficial do solo pelas águas da chuva. Esta acção é acelerada quando a água encontra o solo desprotegido de vegetação. A primeira acção da chuva se dá através do impacto das gotas de água sobre o solo. Este é capaz de provocar a desagregação dos torrões e agregados do solo, lançando o material mais fino para cima e para longe, fenómeno conhecido como salpicamento. A força do impacto também força o material mais fino para abaixo da superfície, o que provoca a obstrução da porosidade (selagem) do solo, aumentando o fluxo superficial e a erosão.
A acção da erosão pluvial aumenta à medida que mais água da chuva acumula-se no terreno, isto é, a retirada do solo dá-se de cima para baixo. Na erosão remontante acontece exactamente o contrário: a retirada do material se dá de baixo para cima, como é o caso das boçorocas. Uma ravina de origem pluvial pode progredir em direcção a uma boçoroca, mas não necessariamente. Da mesma forma podemos ter a progressão de boçorocas independente da erosão pluvial, pois esta depende do fluxo subterrâneo e não do fluxo superficial.


Erosão Eólica
 (ver o seu artigo pricipal erosão eólica)
Ocorre quando o vento transporta partículas diminutas que se chocam contra rochas e se dividem em mais partículas que se chocam contra outras rochas. Podem ser vistas nos desertos na forma de dunas e de montanhas retangulares ou também em zonas relativamente secas.


Erosão Marinha
A erosão marinha actua sobre o litoral modelando-o e deve-se fundamentalmente à acção de três factores:
·         ondas,
·         correntes, e
·         marés.
Tanto ocorre nas costas rochosas bem como nas praias arenosas. Nas primeiras a acção erosiva do mar forma as falésias, nas segundas ocorre o recuo da praia, onde o sedimento removido pelas ondas é transportado lateralmente pelas correntes de deriva litoral.
Nas praias arenosas a erosão constitui um grave problema para as populações costeiras. Os danos causados podem ir desde a destruição das habitações e infra-estruturas humanas, até as graves problemas ambientais. Para retardar ou solucionar o problema, podem ser tomadas diversas medidas de protecção, sendo as principais as construções pesadas de defesa costeira e a realimentação de praias.

Erosão Química
(ver o seu artigo principal meteorização ou intemperismo)
Envolve todos os processos químicos que ocorrem nas rochas. Há intervenção de factores como:
·         calor,
·         frio,
·         água,
·         compostos biológicos, e
·         reacções químicas da água nas rochas.
Este tipo de erosão depende do clima. Em climas polares e secos, as rochas se destroem pela troca de temperatura; e em climas tropicais quentes e temperados, a humidade, a água e os dejectos orgânicos reagem com as rochas e as destroem.

Erosão Glacial

As geleiras (glaciares) deslocam-se lentamente, no sentido descendente, provocando erosão e sedimentação glacial. Ao longo dos anos, o gelo pode desaparecer das geleiras, deixando um vale em forma de U ou um fiorde, se junto ao mar.
Pode também ocorrer devido à susceptibilidade das glaciações em locais com predominância de rochas porosas. No verão, a água acumula-se nas cavidades dessas rochas. No inverno, essa água congela e sofre dilatação, pressionando as paredes dos poros. Terminado o inverno, o gelo funde, e congela novamente no inverno seguinte. Esse processo ocorrendo sucessivamente, desagregará, aos poucos, a rocha, após um certo tempo, causando o desmoronamento de parte da rocha, e consequentemente, levando à formação dos grandes paredões ou fiordes.

Consequências da erosão

 Efeitos poluidores da acção de arraste

  • Os arrastamentos podem encobrir porções de terrenos férteis e soterrá-los com materiais áridos.
  • Morte da fauna e flora do fundo dos rios e lagos por soterramento.
  • Turbidez nas águas, dificultando a acção da luz solar na realização da fotossíntese, importante para a purificação e oxigenação das águas.
  • Arraste de biocidas e adubos até os corpos de água e causarem, com isso, desequilíbrio na fauna e flora nesses corpos de água (causando eutroficação por exemplo).
  • Assoreamento: que preenche o volume original dos rios e lagos e como consequência, vindas as grandes chuvas. Esses corpos de água extravasam, causando as enchentes.
  • Instabilidade causada nas partes mais elevadas podem levar a deslocamentos repentinos de grandes massas de terra e rochas que desabam talude abaixo, causando, no geral, grandes tragédias (ver deslizamento de terra).

 
Referência:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Eros%C3%A3o#Fatores_que_contribuem

TOPOGRAFIA

sexta-feira, março 26, 2010 Edit This 0 Comments »
Conceito de Topografia
Topografia (do grego topos, lugar, região, e graphein, descrever: "descrição de um lugar"). Etimologicamente, topografia  é a descrição de um lugar.
Existem muitas definições para a palavra topografia:
1 Topografia é uma ciência que estuda todos os acidentes geográficos definindo a situação e a localização deles que podem ficar em qualquer área. Tem a importância de determinar analiticamente as medidas de área e perímetro, localização, orientação, variações no relevo, etc e ainda representá-las graficamente em cartas (ou plantas) topográficas.
2 Topografia  é uma  ciência que estuda instrumentos e métodos para colecta de dados, cálculo e representação gráfica de parte da superfície terrestre, sem levar em consideração a curvatura da terra causada pela sua esfericidade. Representação é feita sobre um plano, ortogonalmente a este, denominado Plano Topográfico.


Importância da Topografia

Como todas as obras de engenharia, agronomia e arquitetura, são executadas sobre parte da superfície terrestre, a partir de estudos e projectos previamente elaborados, cabe a topografia dar a base para que estes projectos sejam executados com maior precisão e locados correctamente na área onde serão executados. A topografia auxilia projectos e obras:
  • Construção Civil, como prédios, pontes, rodovias, barragens, ferrovias, etc.
  • Urbanismo, como plano director, sistema viário, electrificação, saneamento, loteamentos, rede telefónica, etc.
  • Agricultura, como projectos de culturas, drenagens, irrigações, cadastro de culturas, etc.
  • ilvicultura, como reflorestamento, reservas florestais, etc.

 

Divisão da Topografia


 
a - Topometria: É o conjunto de métodos empregados para a colecta de dados, dados estes para o cálculo e representação gráfica de parte da superfície terrestre. Divide-se em:

 
a.1 - Planimetria - É a representação em projeção horizontal dos detalhes naturais e artificiais, ( planta baixa ).

 
a.2 - Altimetria - É a determinação das distâncias verticais de um certo número de pontos sobre a superfície a ser levantada, tendo como referência o nível médio dos mares ou o próprio plano topográfico.

 
b - Topologia: Tem por objetivo o estudo das formas exteriores da superfície terrestre e das leis a que rege o seu modelado. Sua aplicação principal é na representação da altimetria pelas curvas de nível, que são as intersecções obtidas por planos eqüidistantes paralelos ao plano de representação.

 
c - Taqueometria: Tem por finalidade a determinação das distâncias horizontais e verticais, de maneira indireta, através da resolução de triângulos retângulos situados no plano vertical. Sua principal utilização é em terrenos acidentados onde a determinação direta torna-se inviável.

 

 

 

 

 

 

 

 

 
d - Fotogrametria: São levantamentos fototopográficos, efetuados em áreas extensas, utilizando-se de equipamentos chamados de fototeodolitos ou fotogrâmetros. Divide-se em:

 
d.1 - Aerofotogrametria.

 
d.2 - Fotogrametria terrestre.

 
e - Topografia Expedita: Tem por finalidade dar uma noção de situação da área a ser levantada.

 
f - Topografia Regular: Divide-se em:

 
f.1 - Topografia regular de alta precisão, onde podem ocorrer erros de: angular de 1/10’n, onde n é o número de estações da poligonal levantada; linear de 1: 10000.

 
f.2 - Topografia regular de média precisão, onde podem ocorrer erros de:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
Fontes:

BAIA

quinta-feira, março 11, 2010 Edit This 0 Comments »
Uma baia é uma area de água muitas vezes cercada ou demarcada por terra. Geralmente as baias têm águas mais calmas que o mar circundante, devido à terra circundante que bloqueia algumas ondas e muitas vezes reduz os ventos. Ela pode ser também uma entrada (inlet) para um lago ou lagoa.
Uma grande baía pode ser chamada de um golfo, um mar, ou uma esquina. Uma pequena baía também pode ser chamada de um fjord, se os seus lados são relativamente íngremes.

A maioria das pequenas baías são formadas à medida que as rochas leves e argilas são erodidas pelas ondas. Qualquer rocha dura é erodida menos rapidamente, deixando cabos (headlands). Qualquer baia pode conter peixes e outras criaturas do mar ou ser adjacente à outras baías (por exemplo, a Baia de James é adjacente à Baia de Hudson). Grandes baías, tal como a Baía de Bengala (Figura 1) e a Baía de Hudson (Figura 2), têm geologia marinha variada.




















Figura 1. Baia de Bengalo no Sul da Ásia
 




















Figura 2. Baia de Hudson no Canadá
 



Existem várias maneiras que as baias podem ser criadas. Por exemplo, o nível de água do mar pode subir, inundando a terra ea criação de uma baía.


F onte
http://en.wikipedia.org/wiki/Bay 

AREIAS PESADAS DA COSTA DE MOÇAMBIQUE

segunda-feira, março 08, 2010 Edit This 0 Comments »
Areias pesadas da Costa de Moçambique
Os principais depósitos de minerais pesados na Costa de Moçambique parecem ocorrer entre Chinde e Quinga. Dada  a sua extensão, a área está subdividida em três (3) sectores:
  1. De Moma à Quinga (Angoche);
  2. De Raraga à Moma (Pebane); e
  3. De Chinde à Raraga.
A composição mineralógica dos concentrados é essencialmente formada por ilminite seguida de zircão, rútilo e monazite. O melhor processo de recuperação parece ser a electrostática seguida de separação magnética.

Área de Angoche
Os minerais pesados dessa área ocorrem predominantemente numa grande duna móvel conhecida por Duna Congolone próxima da vila de Angoche. A duna Congolone apresenta 8 km de comprimento e 1 km de largura com uma altura média de cerca de 25 m e um máximo de 45 m.
A área onde se localiza a duna pode ser interpretada como uma área de interduna em que a destruição das dunas mais antigas deram origem a dunas do tipo parabólico (NE-SW).
Próximo da baía a NW da ponta Congolone, um novo sistema de dunas cobriu a área de interduna a partir da direcção de NE. Este sistema resulta da combinação de dunas do tipo parabólico e longitudinal e constitui uma parte da areia para Duna Congolone. O desenvolvimento das cristas barcanóides na parte sul é o resultado da diminuição do fluxo de areia.
A Duna Congolone contem cerca de 20 milhões de toneladas de minerais pesados com interesse económico.

Área de Pebane
Os minerais pesados ocorrem ao longo da praia de Pebane e na ilha de Quisungo separada dee Pebane pelo Rio Maniga. A característica mais proeminente é o antigo terraço de 30 m no qual foi edificada a vila de Pebane.
Numa vizinhança de 130 km de Pebane, estimam-se as reservas em cerca de 8,5 milhões de toneladas de minerais pesados de interesse económico. Parece factível uma produção anual de cerca de 300 000 toneladas de minerais pesados com valor económico das quais 240 000 toneladas seriam de ilminite, 30 000 toneladas de zircão, 15 000 toneladas de rútilo, 2 000 toneladas de monazite e 3 000 toneladas de andaluzite, cianite, entre outros.

Área de Quelimane
Esta área situa-se a NE do Chinde a Sul do Rio Linde.
Segundo a empresa italiana AQUATER, a área é dividida em três (3) zonas principais: Micaune, Deia e Muio.
Enquanto que a área de Micauno e Deia contêm concentrações de minerais pesados nas dunas e areias de praia, Muio é essencialmente um depósito interdunal.
As mais altas concentrações de minerais pesados em Micaune ocorrem em prais recentes, em placers e em depósitos fósseis das cristas de praias antigas. As concentrações menores ocorrem nas dunas que cobrem os placers fósseis e nas areias litorais.
Em Muio as ricas concentrações de minerais pesados aparecem entre dunas e são pouco profundas.
As potencialidades destas três (3) áreas para um cut off de 18%, segundo a Aquater, avalia-se em cerca de 24,5 milhoes de toneladas de minerais pesados com teor médio económico de 9,61% e de 9% de ilminite.
Das três (3) áreas a mais promissora é a de Pebane.

DOBRAS

segunda-feira, março 08, 2010 Edit This 0 Comments »
Dobra
O termo dobra é usado em geologia quando uma camada de rocha de superfícies originalmente planas e planares, tal como estratos sedimentares, está dobrada ou curvada como resultado de deformação plástica (isto é, permanente). Dobras sinsedimentares são aquelas formadas devido a queda brusca de material antes de litificar. As dobras nas rochas variam de tamanho de rugas microscópicas até dobras de tamanho de montanhas. Elas ocorrem simplesmente como dobras isoladas em comboios extensos de dobras de tamanhos diferentes, numa variedade de escalas. As dobras formam-se sob condições variadas de estresse, pressão hidrostática, pressão dos poros e temperatura-gradiente hidrotermal, como evidenciado pela sua presença nos sedimentos moles, o espctro de preenchimento de rochas metamórficas, e mesmo como estruturas primárias de fluxo em algumas rochas ígneas. Um conjunto de dobras numa escala regional constitui um cinturão de dobra (fold belt), uma feição comum de zonas orogénicas. As dobras são comumente formadas por encurtamento de camadas existentes, mas podem também ser formadas como resultado de deslocação de uma falha não planar, por compactação diferencial ou devido aos efeitos de intrusão ígnea de alto nível, exemplo, em cima de lacólito.


Referência:
http://en.wikipedia.org/wiki/Fold_(geology)

MINERAIS EM VÁRIOS LOCAIS DA REPÚBLICA DA DO SUL E MALAWI

segunda-feira, março 08, 2010 Edit This 0 Comments »
Minerais Em Vários Locais Da República Da África Do Sul e Malawi


Minerals from the gold-gearing reefs (RSA)
AnataseApatiteArsenopyriteBetafiteBiotiteBorniteBraggiteBrannerite
BrookiteCalaveriteCalciteCassiteriteChalcociteChalcopyriteChloriteChloritoid
ChromiteCobaltiteCoffiniteColumbiteCooperiteCorundumCovelliteCubanite
DiamondDigeniteDolomiteDyscrasiteEpidoteErlichmaniteEuxeniteFeldspar
GalenaGarnetGersdorffiteGeversiteGlaucodotGoldGraphiteHematite
HollingworthiteIlmeniteIrarsiteIridarseniteIridiumIridosmineIsoferroplatinumKaolinite
KyaniteLauriteLeucopyriteLeucoxeneLinnaeiteLöllingiteMackinawiteMagnetite
MarcasiteMicheneriteMilleriteMolybdeniteMonaziteMoncheiteMuscoviteNickeline
OsarsiteOsmiridiumOsmiumPentlanditePicotitePlatiniridiumProustitePyrite
PyrophyllitePyroxenePyrrhotiteQuartzRectoriteRuthenarseniteRuthenosmiridiumRutile
SaffloriteSilverSktteruditeSperryliteSphaleriteStibiopalladiniteStibiteStromeyerite
SudburyiteSudoiteTelluriumTennantiteTetrahedriteThoriteTitaniteTourmaline
TroiliteTuçekiteUraniniteUranothoriteXenotimeZircon




Minerais do Distrito Mineiro de Messina (RSA)
Ajoite*AlbiteAlmandineAnalcimeApatite
Azurite*BariteBiotiteBornite*Calcite*
Chalcocite*Chalcopyrite*Chlorite*ClauthaliteClinochlore
Clinozoisite*Copper*CordieriteCovelliteDigenite
Epidote*GoethiteHematite*Hematite variety specularite*Hornblende
Kaolinite*MagnetiteMalachite*MolybdeniteMuscovite variety sericite*
Muscovite variety fuchsitePapagoite*PennantitePiemontite*Prehnite
Pyrite*PyrrhotiteQuartzShattuckite*Sphalerite
Zoisite*
* também presente como inclusões em quartzo.



Minerais do Campo Manganês de Kalahari (RSA)
AegirineAfwillititeAokermaniteAlbiteAndradite
AnkeriteApatiteAragoniteAzuriteBanalsite
BariteBementiteBirnessiteBixbyiteBrandtite
BrauniteBraunite II*BruciteBultfonteiniteBustamite
CalciteCaryopiliteCelestineChalcociteChalcophantite
ChalcopyriteChamositeCharlesiteChrysocollaClinochlore
ClinochrysotileCopperCreediteCryptomelaneCymrite
DatoliteDiasporeDiopsideEffenbergite*Epidote
EttringiteFeitknechtiteFerrianniteFerroakermanite*Ferrobustamite
FoshagiteFriedeliteGageiteGalenaGaudefroyite
GlaucochroiteGlauconiteGoethiteGonyeriteGowerite
GrossularGroutiteGypsumHausmanniteHematite
Hennomartinite*HenritérmièriteHollanditeHydroandraditeHydrogrossular
HydroxyapophylliteInesiteJacobsiteJenniteJohannsenite
JouravskiteKaoliniteKentroliteKirschsteiniteKornite*
KutnohoriteLepidocrociteLithiophoriteLizarditeMagnesio-arfvedsonite
MagnetiteMalachiteManganiteManjiroiteMarokite
MinnesotaiteMozartiteNatroliteNchwaningite*Neltnerite
NontroniteNsutiteOpalOrientiteOrlymanite*
OyeliteParsettensitePectolitePhlogopitePiemontite
Poldervaartite*PortlanditePyritePyrochroitePyrolusite
PyrophaniteQuartzRamsdelliteRhodochrositeRhodonite
RichteriteRiebeckiteRuiziteSaponiteSerandite
SerpentineShigaiteSideriteStevensiteStilpnomelane
StrontiopiemontiteSturmanite*SugiliteSussexiteTaikanite
TalcTephroiteThaumasiteThomsoniteTitanite
TobermoriteTodorokiteTremoliteTridymiteVaterite
VesuvianiteVonbezingite*VuagnatiteWollastoniteXonotlite
* minerais típicos do local



Minerais do Complexo de Phalaborwa (RSA)
ApatiteAnalcimeBaddeleyiteBruciteCalcite
ChabaziteCondroditeDatoliteDiopsideFluoborite
FluorapophylliteFoscoriteHeulanditeIowaiteLaumontite
MagnetiteMesoliteNatrolitePectolitePhlogopite
PrehnitePyritePyroxeniteScoleciteStilbite
VermiculiteZirkelite
Mais de 50 minerais (excluindo elementos traços) são reportados do Complexo Phalaborwa



Minerais dos Pegmatitos do Monte Malosa (Sul de Malawi)
*AegirineAlbite*ArfvedsoniteBastnäsite-(Ce)Biotite
Calcite*EpididymiteEpidoteEudialiteEudidymite
*Fergusonite-(Y) *Galena *GoethiteHematiteHingganite-(Y)
IlmeniteMangan-neptuniteMonazite*Orthoclase-microcline*Parisite-(Ce)
PolylithionitePyrochlore*QuartzRiebeckiteRutile
*SideriteSpheneThoriteXenotime*Zircon



Minerais das Minas de Crómio (RSA)
AragoniteCalciteChloriteChromiteDravite tourmaline
FlourapophylliteHeulanditeLaumontiteNatroliteStilbite


Referência:
http://wwwu.edu.uni-klu.ac.at/mmessner/sites/rsa/palabora/palabora.htm#f5a

COMPLEXO PALABORA

segunda-feira, março 08, 2010 Edit This 0 Comments »
Complexo Palabora 
O Complexo de Palabora a nordeste de Tranvaal é o único entre os outros complexos alcalinos africanos em que o seu membro carbonatítico contém concentrações de cobre economicamente viáveis. ela contém uma intrusão composta principal com numerosos diques e separados plugs (?) de sienitos e brecha de injecção que contém carbonato que se estende ao longo de uma zona aproximadamente E-W, com 80 km de comprimento e 20 km de largura. O principal plug (?) composto é alongado na direcção N-S com 6.5 km de comprimento e 2.5 km de largura, em baixo duma área de cerca de 17 km2 (Figura 1). O primeiro estágio intrusivo está representado por um plug vertical de piroxenito, que consiste principalmente de diopside, flogopite e apatite, que está cercado por uma orla externa quase contínua de cerca de 100 m de diâmetro composto de piroxenito feldspático. Acredita-se que a interacção entre a piroxenito e  os vários gneisses graníticos Arcáicos que formam o muro/muro do plug é responsável pelo desenvolvimento de uma orla feldspática externa. As concentações de apatite são suficientemente altas nas partes de piroxenite para garantir o aproveitamento económico que está a ser feita no presente pela Phosphate Development Cooperation.


 Figura 1. Mapa geológico simplificado do Complexo Palabora (http://wwwu.edu.uni-klu.ac.at/mmessner/sites/rsa/palabora/palabora.htm#f5a)


 Além dos limites da intrusão dos plugs de sienitos o segundo estágio intrusivo está marcado pela colocação de numerosos plugs (?) de sienitos. Onde o sienito ocorre perto do contacto de piroxenito, a natureza feldspática de piroxenite marginal é eminente. Os gneisses graníticos em contacto com sientite e piroxenite são localmente fenitizados, principalmente como resultado de metassomatismo de potássio-sódio-ferro durante as fases pneumatolíticas dos estágios intrusivos.
dentro de piroxenite estão localizados três (3) corpos pegmatóides. O pegmatóide do norte tem uma forma oval no plano e consiste de um núcleo de rocha de flogopite-serpentina com diopside menor cercado por uma zona externa composta de rocha de flogopite-diopside fina à média que contém concentrações económicas de apatite.
O hospedeiro de mineralização de cobre é um tubo composto de carbonatite cercado por uma orla externa de rocha de magnetite-olivina-apatite localizada ligeiramente a oeste de do centro do plug de piroxenite dentro do corpo pegmatóide. O tubo vertical tem uma forma elíptica no plano, elongada na direcção Oeste. A rocha de magnetite-olivina-apatite  (localmente denominada foskorite) na parte exterior do tubo consiste de uma série de camadas concéntricas interbandeadas com o hospedeiro de piroxenite. O limites entre a foskerite e tanto a piroxenite quanto a carbonatito bandeado são nítidas ou gradacional. Na direcção do centro do tubo a foskorite e o carbonatito estão interbandeados duma maneira similar, ambos tipos de rocha mostrando um bandeamento mineral quase vertical devido ao alinhamento das concentrações de magnetite. O fracturamento intenso (WNW-ENE) precedeu a colocação de um segundo período de magamtismo carbonatítico, que é concentrado na intersecção das duas direcções de farcaturas. Este carbonatito da última fase forma um corpo similar a dique que corta transversalmente o acamamento concéntrico de foskorite e carbonatito mais velho.
Magnetite constitui entre 25 à 50 % de peso e apatite 12 à 25 % de foskorite, a olivina na qual está serpentinizada até profundidades de 1000 m abaixo da superfície. O carbonatito bandeado  é composto de calcite magnésico, magnetite e apatite com condrodite, olivina, fologopite e biotite como minerais acessórios. O carbonatito do último estágio tem uma mineralogia similar com calcite mais magnesiano, mas carece de bandeamento mineral. Carbonatite é essencilamente sövite rico em magnetite com 3 à 8 % de MgO. A sua feição não muito habitual é abundância de minerais de enxofre que são encontrados em fracturas descontínuas finas em zonas até 10 m de comprimento. Os principais sulfuretos de cobre são calcopirite e burnite. Valeriite, um sulfureto de cobre de último estágio, está principalmente concentrada nas zonas de cisalhamento largas e substitui todos os outros sulfuretos bem como ganga de magnetite, carbonato e silicato. Também estão presentes a pyrrhotite, pentlandite, millerite, bravoite, tetrahedrite, esfalerite, galena e pirite.
A única determinação de idade feita no Complexo Palabora data de 1957 quando uma idade de 2060±100 Ma foi dada a torianite do complexo. Se a idade de 2060 Ma é confirmada por estudos pormenorizados, podia se sugerir que a colocação do Complexo Palabora é quase contemporrânea com o Complexo Bushveld.